• thaisdutra

TCC: VOCÊ PODTCHÊ!!!

O momento mais esperado no processo de graduação é a formatura, não é mesmo? A independência profissional, o sonhado canudo, o quadro com a foto da turma e um universo de possibilidades. O mundo se abre e floresce. Mas quando lembramos que para ter o futuro nas mãos é necessário passar pelo temido TCC, a gente até se arrepia.


Para muitos, o TCC ainda é um território desconhecido, um buraco negro, com início mas sem visão do fim. E assim foi comigo também. Mesmo não sendo uma estreante na modalidade acadêmica, não foi fácil após vinte anos do primeiro TCC voltar a desenvolvê-lo. A experiência de vida não foi suficiente para aliviar a tensão e a insegurança. Diferentes de muitos colegas, o choro não fez parte dessa caminhada. A frieza e determinação para vencer o “deadline” foram as armas nesta guerra.


Entre todas as mídias ao meu dispor, fui escolher logo algo que desconhecia. Algo que não fazia ideia de como desenvolver. Queria produzir um podcast. Mas afinal, o que é um podcast? Parece rádio mas não é. Foi momento de mergulhar fundo nos livros e fazer uma retrospectiva desde o rádio, passando pelo advento da internet até chegar no podcast. Só sabia que era uma nova ferramenta de comunicação, pouco explorada e desconhecida por muitas pessoas, principalmente no meio tradicionalista, público-alvo escolhido por mim. Após descobrir as características do podcast era momento de pensar no roteiro, dinâmica e diferenciais da ferramenta. Sempre pensei em fazer um produto jornalístico, pois ao cursar jornalismo o sentimento de unir duas paixões: a comunicação e a tradição sempre estiveram vivos dentro de mim.


Trazer um novo olhar sob alguma mídia existente era a meta inicial. Um tema relevante explorado com criatividade e conexão direta com o público segmentado escolhido e com abordagem diferenciada. Assim foi sendo rascunhado o podcast com foco no universo feminino. Depois de buscar algumas inspirações e ter certeza do que não queria reproduzir no podcast, foi sendo idealizada uma proposta.


Depois de desenhar a silhueta do podcast era chegado o momento da escolha do nome do produto midiático, que deveria ser forte e atraente. A silhueta desenhada era de uma prenda, nasce o PodPrenda – o tradicionalismo gaúcho sob um olhar feminino. A escolha pelo nome foi instantânea, o PodPrenda chegou e ficou. Conquistou o meu coração.

Foi nascendo um podcast bem produzido com vinhetas, trilha musical referente ao tema central, entrevistas, resgate histórico com ênfase na importância das mulheres de outrora e os desafios e conquista de hoje, assim como a luta diária contra a violência e o machismo, que também estão presentes no meio tradicionalista. PodPrenda já tinha uma assinatura própria.


Ir costurando a temática ao longo da história, alinhavando as participações e relatos até chegar no desfecho final com reflexão relevante na sociedade. O PodPrenda destaca o papel protagonista da mulher gaúcha e se apresenta como elo entre os tradicionalistas e o tradicionalismo na era digital. Foram 30 dias mergulhada em pesquisas, leituras e definições de fontes e produção do roteiro. A programação inicial não foi realizada na íntegra. Algumas mudanças no meio do percurso para adequar os quadros foram necessárias. E tudo bem com isso! O papel aceita tudo, só se descobre na prática se o planejamento foi ou não viável.


E prepare-se para mudanças de rotas, plano B e outros obstáculos que fogem do controle do acadêmico. Nem tudo acontece como o planejado. O importante é ter muita calma nessa hora! Saia, espaireça e depois retorne ao processo criativo. Mesmo depois de roteiro pronto, gravações realizadas e 15 horas de edição do podcast é possível que o professor orientadorpeça para refazer tudo de novo porque o áudio ficou abafado e que você deve ter mais naturalidade na conduta do programa, não se apegar tanto ao roteiro e improvisar.


Ouvir do seu professor que tens que improvisar, na véspera da entrega do TCC é pra “acabá”. Tudo o que não posso fazer neste momento é improvisar. Mas mantenha a calma e tenha fé que você pod!!! Baixe a cabeça, refaça tudo e perceba que na segunda vez ficou muito melhor. Que a regravação ficou mais dinâmica e alto astral e você estava mais solta. O professor está ali para te ajudar a fazer melhor. Também foi possível fazer ajustes importantes no roteiro como dar os créditos dos documentários mencionados, autores e compositores das trilhas musicais utilizadas.


Se mesmo depois de regravado o podcast, você ainda acha que há espaço para melhorias, peça para pessoas entendidas no assunto para escutar seu trabalho, afinal tem que estar à nível de um TCC. Ufa! Parece que está pronto! Agora é o momento de se preocupar com o artigo, normas ABNT e resultados alcançados. Formatar um artigo não é fácil, peça ajuda! Não esqueça das autorizações por escrito dos compositores das trilhas musicais escolhidas. Direitos autorais é assunto sério.


Depois da formatação estar correta é o momento de voltar a escutar o podcast e se certificar que não esqueceu da estratégia de marketing chamado de CTA - Call to action (chamada para ação) ação de engajamento e compartilhamento do podcast nas redes sociais. Colocar o podcast nas plataformas digitais com posts criativos com identidade visual que identifique o PodPrenda é importante.


Por fim, é só fazer cadastro na plataforma online de compartilhamento de áudio, que pode ser SoundCloud, Spotify, Deezer ou outra.


É o jornalismo cultural à serviço da informação e entretenimento através de uma produção independente e global, com abordagem de assuntos específicos. Esta é a história da criação do PodPrenda, um dispositivo versátil, que possibilita o usuário escolher a hora e o local para consumir o conteúdo através do computador, tablet ou celular, com acesso ou não da internet.


Esfrie a cuca e não esqueça que VOCÊ POD TCHÊ! Agora é se preparar para o gran finale, a banca.

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